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Você conhece a Griselda Pereira?

A Griselda Pereira teve seu momento de fama e de muita sorte! Afinal não é todo dia que alguém acerta a Mega Sena. A Griselda é um personagem fictício criado por Cibelle Bouças do Valor Econômico.

Vou expor minha visão sobre o artigo publicado e de alguma forma contribuir com o tema envolvendo links patrocinados.

Discordo em partes do Igor Lima (gerente de negócios para o mercado imobiliário do Google) e da Cibelle Bouças que escreveu a matéria – Vá a ‘Maiami’ e traga um ‘home teacher’ – Publicada no site Valor Econômico.

Dois mundos de anunciantes

Existem dois mundos em campanhas executadas no Google. O primeiro e seleto mundo é das empresas gigantes, com verbas elásticas e dispostas a “morder” boa parte do volume de negócios.
O segundo mundo é composto por empresas com verbas de investimento apertadas e que precisam a cada “enxadada encontrar uma minhoca”.

Usando o exemplo e lógica da Cibelle Bouças, se Griselda não ganhasse na Mega Sena, ela dificilmente viajaria para Miami ou compraria um home theater.

Fatores políticos

Após quase 10 anos gerenciando campanhas Google, eu percebi uma característica interessante sobre a questão de erros gramaticais.

O erro gramatical gera, na média, um ticket médio muito baixo.
Existem vários fatores que favorecem esse cenário, muitos deles políticos.
Não quero promover esse tipo de discussão aqui, mas o fato é esse!

Sniper ou Canhão?

No mundo onde as verbas publicitárias são mais apertadas, precisamos ser snipers. Não podemos gastar balas de forma aleatória. Cada tiro deve ser explicado e precisa ser eficiente.

A Tecnisa sempre mostra cases, como a palavra-chave patrocinada “gravides”, que gerou uma venda de um apartamento de R$ 380 mil.

Você vai ao Google, digita “gravides” com a intenção de comprar um apartamento?
Óbvio que não!

Isso aliás vai contra a “regra”, do próprio Google, em oferecer resultados relevantes.
Ao digitar gravidez, em qualquer buscador, você pode procurar por hospital, enxoval, dúvidas sobre gestação, mas jamais espera encontrar um corretor te oferecendo um apartamento.

Eles contaram com a “sorte” e com uma verba elástica, claro!
Vou exagerar no exemplo, mas quantas vezes você já procurou o termo “meia suja” e encontrou o Mercado Livre patrocinando o termo no Google?

A realidade

  • Tecnisa: 400 mil palavras-chave.
  • Netmovies: 1,2 milhões de palavras-chave.
  • Mercado Livre: 12 milhões de palavras-chave.

Quanto será que eles gastam com investimento em publicidade?

Outras pessoas citadas na matéria que seguem a “visão” do erro gramatical, pelo menos estão no artigo publicado.

  • Alex Todres da Viajanet.
  • Romeo Busarello da Tecnisa.
  • Helisson Lemos do Mercado Livre.
  • Rodrigo Ribeirão da OLX.

Não gosto de descartar qualquer ideia ou técnica no marketing de busca, porém preciso ser prudente e analisar o retorno sobre o investimento, sempre!

O erro gramatical, em alguns casos, pode ser coerente!
Com exceção da Tecnisa, nas empresas citadas nesse artigo, avaliar o erro pode ser uma estratégia interessante, mas sempre dentro de um contexto, oferencendo algo relevante ao que foi procurado, é claro.

O erro gramatical, em alguns casos, pode inclusive tirar o foco do seu público-alvo.
Fazendo chover contatos de pessoas não interessadas no seu produto ou serviço.

Vale lembrar que no sistema de links patrocinados, você geralmente paga por clique que recebe.

Conclusão e agradecimento

Cuidado com sua estratégia de palavras-chave. Analise com bastante calma e trace uma meta de retorno para cada uma delas. Não insista no erro! Otimize sua verba, sniper sempre!

Obrigado ao David Gonçalves, por enviar a matéria do Valor Econômico e dessa forma contribuir com esse artigo.

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