O que será do m-commerce em 2016?

A E-bit, reconhecida como a mais respeitada fonte de informações de números do e-commerce, registrou uma alta de 26% nas vendas de Natal de 2015, em comparação ao de 2014. No entanto, para 2016 o e-commerce ganha um pouco de desfoque, para dar espaço para a nova tendência de mercado: o m-commerce.

Pagamentos in-app, compras em um clique, transações via mídias sociais dentre outras possibilidades dos dispositivos móveis, são as promessas deste ano, uma vez que a taxa de conversão do comércio digital já vem sendo maior no mobile do que no desktop, segundo Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza. É que ao contrário do que se esperava, o celular foi o veículo eleito para ser tornar base de todos os meio de comunicação (como rádios, jornais, revistas, entre outros) e por isso, em 2014 a quantidade de aparelhos chegou a bater a quantidade de cerca de 12 milhões entre julho e agosto, somente no Brasil; tudo isso em função de seu desenvolvimento acelerado, inovações constantes e inteligência otimizada.

Embora o uso de celular para compras e pagamentos ainda não seja uma prática comum aqui no Brasil, uma pesquisa realizada em 2010, pela especialista em serviços de telefonia celular, Acision juntamente a consultoria Teleco, mostra que 71% dos brasileiros afirmaram que usariam seu dispositivo móvel para substituir o uso de cartões de débito ou crédito, e 66% para consultar e movimentar sua conta no banco. Contudo, ainda existem usuários inseguros! 59% garantem não confiar nesse tipo de serviço, por considerá-lo inseguro, enquanto 15% possuem medo da famosa clonagem de dados.

O Google afirma que 2/3 dos usuários de celular, localizaram um negócio usando seu dispositivo móvel antes de efetuar a compra em uma loja. Atualmente, 46% dos consumidores brasileiros que usam smartphones e já realizaram compras via dispositivos móveis no último ano, assumem a preferência por compras via app. A grande maioria dos usuários que compõe esse percentual, defendem o uso em função da experiência ser mais rápida e prática. É exatamente por esse perfil que as tendências e novidades são mais esperadas!

Tendências para 2016

Programas de Fidelidade

Os programas de fidelidade são ideais para as empresas que visam reter seus clientes. Oferecer cupons exclusivos, códigos de descontos, frete grátis, ou até mesmo comunicação via SMS sobre o andamento de uma compra, são benefícios bem vistos pelos consumidores.

Investimento

As empresas tendem a investir cada vez mais em sites responsivos, e junto a isso, o desenvolvimento de aplicativos próprios. Ambas ações visando o domínio não só do e-commerce, mas do mobile commerce também, expandindo as possibilidades de venda e captação de novos clientes.

Experiência do Usuário

Aprimorar a experiência do usuário no pós-compra ganhará um novo fator! A possibilidade de utilizar a comunicação com o seu consumidor para praticar a fidelização e potencializar suas vendas. Um consumidor que realiza a compra de uma camisa de um time de futebol via m-commerce e, dias após, recebe uma notificação do varejista com informações sobre a próxima partida do mesmo time, ou o que realiza a compra de um tablet novo, e recebe uma série de notificações com indicações sobre os melhores aplicativos, como estender a duração da bateria, cuidados para evitar a danificação do produto, dentre outras facilidades. Os exemplos são extensos, mas todos visam apresentar os diferenciais para quem realiza compras via celular e gerar alguns benefícios para ambas as partes.

É visível que o acesso ao mobile commerce vem se destacando no mercado online. De 2013 a 2016, o crescimento das compras via smartphones, de vários países está projetado em 42%, enquanto o e-commerce, em geral, marca apenas 13%. Para o varejo, o sistema de pagamento via celular já apresenta mais vantagens, pois custará 3% da receita com vendas, enquanto o atual uso cartões de crédito ou débito chega a consumir 15%. Diante desse cenário, a perspectiva é que mais e mais empresas migrem para m-commerce em 2016, cuja estratégia visa melhorar o desempenho não só de quem vende, mas o de quem compra também. Quanto mais facilidade, conforto e segurança para o cliente, melhor o relacionamento e maior o número de vendas. Vamos aguardar!

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